segunda-feira, 22 de junho de 2009

MENTIRA E VERDADE SEM CONVERGENCIA

Sempre houve mentira e verdade no convívio humano. Ambas possuem sete letras que seguem caminhos opostos, sem possibilidades de convergencia no tempo e no espaço. Verdade não requer qualquer cuidado, plano, arranjo, conchavo, ou expediente similar. Verdade é imutável e permanente.
Mentira, ao contrário, se sustenta na base da cumplicidade.
Mentira é o que estamos vendo no Congresso Nacional. Uma "Casa" de mentiras. Não é porque o Senador Sarney prestou "bons serviços" à nação que pode ficar impune. O Presidente Lula fez uma defesa inaceitável, "Ele não pode ser julgado como qualquer um"... Imagine uma pessoa na idade dele, sem passagem pela polícia que cometesse um assassinato, ou qualquer outro delito grave... Seria condenado? Ora senhores, por que essa discriminação?
Mentira vem sempre em primeiro lugar! Até no dicionario... E para sustentá-la inventam-se outras mentiras, cada uma cuidadosamente pensada, elaborada para se parecer verdade.
O cidadão brasileiro está farto de mentiras; mentiras em todos os níveis e de todas as gravidades e consequencias jamais imaginadas. O Brasil não é uma mentira, ao contrario, é um país verdadeiro e com cidadão verdadeiro. Não é uma República da banana, como pensam a maioria dos políticos e apadrinhados deste país verdadeiro. Ao contrario, é um pais que exige respeito, principalmente de cada um de nós brasileiros que estamos do lado da verdade.

Bressan

domingo, 24 de maio de 2009

UMA ANDORINHA NÃO FAZ VERÃO

A crise financeira internacional trouxe uma enorme conta a ser paga pelos contribuintes. Os governantes na tentativa de salvar o mercado injetando trilhões de dólares individaram-se até o pescoço. Não existe mágica. Uma conta se paga com recursos, ou com promessas de pagá-las no futuro. E foi o que aconteceu! Para pagar as dívidas atuais os governantes lançaram títulos que serão resgatados no futuro. Note bem; as dívidas não eram do governo, e sim de bancos, corretoras, seguradoras... E o governo interviu no mercado para o desastre financeiro não se tornar ainda maior. E a dívida pública do mundo rico explodiu.
Mas, o que o contribuinte tem haver com isso? Nada. Apenas pagará a conta!
E os executivos que levaram essas empresas para o buraco? Bem, muitos deles receberam bônus, além dos polpudos salários!
E o orgulho dos habitantes de pertencer a uma nação poderosa, hoje endividada? Aí, só o tempo dirá. Ou uma nova ciencia surgirá para explicar o comportamento futuro desses habitantes.
Errar uma vez é admissível, duas é tolerável, tres é burrice! Não tres, mas foram inúmeras vezes que o capitalismo falhou. O mercado sempre emitiu sinais para a correção de rumos, mas as pessoas responsáveis pelo bom desempenho do sistema capitalista perderam o momento oportuno de intervir. E erraram por ignorãncia, medo ou burrice. Daí surgiram os desastres, como este que estamos vivenciando agora.
No meio dessa tolerancia... William White, ex-economista-chefe do BIS Banco de Compensações Internacionais, contestou os rumos que o mercado ia tomando; mas, como uma andorinha não faz verão...

Bressan

terça-feira, 12 de maio de 2009

IMPOSTOS REDUZIDOS PARA SEMPRE

Muito se tem falado sobre os efeitos nocivos da excessiva carga tributaria brasileira, uma das mais altas do mundo. O custo de produção industrial da maioria dos produtos é competitivo. O que encarece o custo final são exatamente os impostos...
O corte do IPI sobre automoveis, materiais de construção, eletrodomésticos, entre outros, tem mostrado ao governo que o mercado existe e o consumidor pode pagar preço justo pelos produtos.
Para compensar a perda de receita o governo tem que se livrar de despesas exageradas com o funcionalismo, com o inchaço da máquina administrativa, com os desmandos em todas as escalas do executivo, com obras inuteis e superfaturadas...
Assim, mais dinheiro ficaria em poder do setor privado cuja capacidade de gerar riqueza é comprovadamente maior do que a do setor público. Mais empregados estariam produzindo, melhorando as contas do INSS, sempre deficitarias.
Se é tão fácil, como explicar a teimosia do governo em extrair mais de 1/3 do PIB em impostos?
Pura acomodação.
Estão se lixando para a sociedade. (Se alguém falou em público, imagine o que eles tramam às portas fechadas!)
Nós devemos ir as ruas, com cara pintada, cara de pau, cara dura...com todas as caras, para exigir que os impostos reduzidos sejam mantidos para o bem da sociedade.

Bressan

quarta-feira, 6 de maio de 2009

A INTERNET NA POLITICA

Democracia é uma forma representativa de governo que vem do povo. A força do povo está acima de qualquer poder, legislativo, executivo ou judiciario. A democracia indireta, é aquela que é exercida indiretamente pelo povo, através de seus representantes.
Poucos eleitores tem, contudo, recordação de seu representante legislativo em qualquer nivel, nacional, estadual ou municipal. O vínculo entre o eleitor e o político é muito efêmera. E não há acompanhamento de suas atividades durante seus mandatos. Outra agravante é a mudança constante de partidos, fazendo aumentar ainda mais a dúvida a respeito dos ideais de cada representante.
O ideal seria o exercicio da democracia direta onde cada cidadão pudesse participar diretamente nas decisões políticas, sociais, economicas, educacionais... Até recentemente essa proposta pareceria inadequada devido a demora e o custo para tal implementação. Mas com o advento da internet tudo é possível.
Os eleitores podem votar sobre a permanencia de determinado político em seu mandato ou votar sobre temas relevantes para a sociedade. O TSE tem competencia reconhecida dentro e fora do país sobre a condução de eleições. Bastam alguns ajustes para tornar a internet uma ferramenta política poderosa. Basta lembrar os procedimentos em leilões públicos onde os lances são oferecidos via internet ou a declaração do IR, o balanço anual das contas de cada contribuinte.
E assim a democracia seria exercida diretamente pelo povo.

Bressan

quinta-feira, 23 de abril de 2009

O PROBLEMA DO LIMITE

Os pais tem o dever de impor limite a seus filhos. Mas a tarefa não é facil. A carencia de afeto cresce a medida que pais e filhos se distanciam uns dos outros por motivos de trabalho, viagem, separação... Daí os limites são relaxados, confundindo ambos: pais e filhos. Os pais procuram compensar suas ausencias comprando presentes, pagando viagens, flexibilizando horarios e abrindo outras concessões para suprir as carencias de seus filhos. E os filhos aumentam a pressão para ganhar mais liberdade, promessa de ir bem nos estudos, etc. A noção do limite desapareceu e os conflitos se multiplicaram.
O que está acontecendo no Congresso com a farra das passagens é parecido. Os congressista chamam o Congresso de "casa". Lá não existem pais, mas sim "padrinhos". E na prática é a mesma coisa. Os padrinhos tem o dever de impor limites a seus afilhados. Os padrinhos precisam dos votos de seus afilhados para aprovar leis e procedimentos que lhes interessam, e, assim fazem vistas grossas sobre os atos de cada afilhado. Tanto padrinhos e afilhados se beneficiam das mordomias criadas por todos, relaxando os limites de gastos, faltas, passagens, viagens de familiares e amigos... O conflito entre eles, no entanto, só aparece quando a imprensa ou a sociedade resolve denunciar. Mas, como a sociedade não se faz representar na "casa" ou a imprensa negligencia os fatos, lá ficam "eles" dizendo que os procedimentos já estão instalados a muitos anos, prática comum, natural.
A sociedade precisa impor limites a seus representantes e a imprensa é o veiculo adequado para se atingir o objetivo desejado; qual seja, limitar a gastança do dinheiro público que é impiedosamente retirado do contribuinte. É uma tarefa nada fácil, mas que precisa ser perseguida diariamente.

Bressan

domingo, 12 de abril de 2009

O AGENTE FACILITADOR DAS TRANSAÇÕES

A cada crise que surge no âmbito economico-financeiro mundial o sistema capitalista é colocado em cheque. E foram dezenas delas até o capitalismo chegar na versão atualizada de hoje. E após a crise que estamos atravessando o capitalismo não será o mesmo; será aperfeiçoado para desfrutar de uma nova onda de progresso. Portanto, não há risco do sistema capitalista desaparecer, mas de aperfeiçoamento constante. O sistema financeiro, o agente facilitador nas transações comerciais, tem se tornado uma arma poderosa de destruição e desarranjo do setor produtivo. Os valores de referencia dos bens em geral tem se descolado da realidade dando a falsa ilusão de enormes lucros e riqueza. Não foi atoa que ações e outros ativos financeiros viraram pó num piscar de olhos deixando milhões de pessoas mais pobres.
A preocupação do G20 em disciplinar e fiscalizar as operações financeiras tem aprovaçao da maioria dos participantes. Junto com o controle das operações deve vir penas mais duras aos executivos que violarem as regras impostas pelo sistema financeiro. Assim, o agente facilitador das transações, voltará a ser confiável novamente no mundo globalizado.

Bressan

sábado, 4 de abril de 2009

A MATERIA PRIMA DE LULA

Nunca antes neste país um presidente viajou tanto. Lula que criticava ferozmente seus antecessores, com todo seu poder verbal, abusa ainda mais das viagens internacionais. Com isso tornou-se conhecido no mundo todo. Depois que Barak disse que Lula é "o cara", que é "o politico mais popular do mundo" ninguém mais segura o presidente. Falta agora querer ser o homem mais conhecido no mundo, Pelé. Aí é covardia. Ele precisaria nascer de novo, trocar de cor, trocar de habilidade...
E essa de emprestar dinheiro ao FMI? Nunca antes neste país aconteceu tal feito!
Ele realmente é o cara! E se não tivesse deixado a marolinha crescer, não teria perdido 10% preciosos de aprovação da sua administração.
Lula tem enorme dificuldade em reconhecer o que nós brasileiros fizemos por este país. O esforço de nossos trabalhadores, a dedicação de nossos estudantes e professores, a coragem dos empresarios, políticos e demais membros da sociedade civil foram determinantes para trazer nossa nação ao nível de reconhecimento que temos hoje.
E se ele é "o cara", certamente tem uma enorme dívida com a sociedade, que lhe deu oportunidade de sair de sua terra e de se projetar em São Paulo, através dos movimentos sindicais. Nosso país é a materia prima do produto LULA. Não haveria produto sem materia prima!
Lula, cuide e valorize nossa materia prima, o BRASIL.