Os pais tem o dever de impor limite a seus filhos. Mas a tarefa não é facil. A carencia de afeto cresce a medida que pais e filhos se distanciam uns dos outros por motivos de trabalho, viagem, separação... Daí os limites são relaxados, confundindo ambos: pais e filhos. Os pais procuram compensar suas ausencias comprando presentes, pagando viagens, flexibilizando horarios e abrindo outras concessões para suprir as carencias de seus filhos. E os filhos aumentam a pressão para ganhar mais liberdade, promessa de ir bem nos estudos, etc. A noção do limite desapareceu e os conflitos se multiplicaram.
O que está acontecendo no Congresso com a farra das passagens é parecido. Os congressista chamam o Congresso de "casa". Lá não existem pais, mas sim "padrinhos". E na prática é a mesma coisa. Os padrinhos tem o dever de impor limites a seus afilhados. Os padrinhos precisam dos votos de seus afilhados para aprovar leis e procedimentos que lhes interessam, e, assim fazem vistas grossas sobre os atos de cada afilhado. Tanto padrinhos e afilhados se beneficiam das mordomias criadas por todos, relaxando os limites de gastos, faltas, passagens, viagens de familiares e amigos... O conflito entre eles, no entanto, só aparece quando a imprensa ou a sociedade resolve denunciar. Mas, como a sociedade não se faz representar na "casa" ou a imprensa negligencia os fatos, lá ficam "eles" dizendo que os procedimentos já estão instalados a muitos anos, prática comum, natural.
A sociedade precisa impor limites a seus representantes e a imprensa é o veiculo adequado para se atingir o objetivo desejado; qual seja, limitar a gastança do dinheiro público que é impiedosamente retirado do contribuinte. É uma tarefa nada fácil, mas que precisa ser perseguida diariamente.
Bressan
quinta-feira, 23 de abril de 2009
domingo, 12 de abril de 2009
O AGENTE FACILITADOR DAS TRANSAÇÕES
A cada crise que surge no âmbito economico-financeiro mundial o sistema capitalista é colocado em cheque. E foram dezenas delas até o capitalismo chegar na versão atualizada de hoje. E após a crise que estamos atravessando o capitalismo não será o mesmo; será aperfeiçoado para desfrutar de uma nova onda de progresso. Portanto, não há risco do sistema capitalista desaparecer, mas de aperfeiçoamento constante. O sistema financeiro, o agente facilitador nas transações comerciais, tem se tornado uma arma poderosa de destruição e desarranjo do setor produtivo. Os valores de referencia dos bens em geral tem se descolado da realidade dando a falsa ilusão de enormes lucros e riqueza. Não foi atoa que ações e outros ativos financeiros viraram pó num piscar de olhos deixando milhões de pessoas mais pobres.
A preocupação do G20 em disciplinar e fiscalizar as operações financeiras tem aprovaçao da maioria dos participantes. Junto com o controle das operações deve vir penas mais duras aos executivos que violarem as regras impostas pelo sistema financeiro. Assim, o agente facilitador das transações, voltará a ser confiável novamente no mundo globalizado.
Bressan
A preocupação do G20 em disciplinar e fiscalizar as operações financeiras tem aprovaçao da maioria dos participantes. Junto com o controle das operações deve vir penas mais duras aos executivos que violarem as regras impostas pelo sistema financeiro. Assim, o agente facilitador das transações, voltará a ser confiável novamente no mundo globalizado.
Bressan
sábado, 4 de abril de 2009
A MATERIA PRIMA DE LULA
Nunca antes neste país um presidente viajou tanto. Lula que criticava ferozmente seus antecessores, com todo seu poder verbal, abusa ainda mais das viagens internacionais. Com isso tornou-se conhecido no mundo todo. Depois que Barak disse que Lula é "o cara", que é "o politico mais popular do mundo" ninguém mais segura o presidente. Falta agora querer ser o homem mais conhecido no mundo, Pelé. Aí é covardia. Ele precisaria nascer de novo, trocar de cor, trocar de habilidade...
E essa de emprestar dinheiro ao FMI? Nunca antes neste país aconteceu tal feito!
Ele realmente é o cara! E se não tivesse deixado a marolinha crescer, não teria perdido 10% preciosos de aprovação da sua administração.
Lula tem enorme dificuldade em reconhecer o que nós brasileiros fizemos por este país. O esforço de nossos trabalhadores, a dedicação de nossos estudantes e professores, a coragem dos empresarios, políticos e demais membros da sociedade civil foram determinantes para trazer nossa nação ao nível de reconhecimento que temos hoje.
E se ele é "o cara", certamente tem uma enorme dívida com a sociedade, que lhe deu oportunidade de sair de sua terra e de se projetar em São Paulo, através dos movimentos sindicais. Nosso país é a materia prima do produto LULA. Não haveria produto sem materia prima!
Lula, cuide e valorize nossa materia prima, o BRASIL.
E essa de emprestar dinheiro ao FMI? Nunca antes neste país aconteceu tal feito!
Ele realmente é o cara! E se não tivesse deixado a marolinha crescer, não teria perdido 10% preciosos de aprovação da sua administração.
Lula tem enorme dificuldade em reconhecer o que nós brasileiros fizemos por este país. O esforço de nossos trabalhadores, a dedicação de nossos estudantes e professores, a coragem dos empresarios, políticos e demais membros da sociedade civil foram determinantes para trazer nossa nação ao nível de reconhecimento que temos hoje.
E se ele é "o cara", certamente tem uma enorme dívida com a sociedade, que lhe deu oportunidade de sair de sua terra e de se projetar em São Paulo, através dos movimentos sindicais. Nosso país é a materia prima do produto LULA. Não haveria produto sem materia prima!
Lula, cuide e valorize nossa materia prima, o BRASIL.
sábado, 14 de março de 2009
A ESTRATEGIA DO TECNICO
As nações mais atingidas pela crise de confiança no mercado financeiro tomaram medidas imediatas para enfrentar a crise. Assim mesmo, os resultados estão aquém do esperado. Mais intervenções virão para trazer de volta a confiança dos consumidores e dos empresarios.
No Brasil, as autoridades monetarias não esperavam tamanho estrago em nossa economia; daí vieram algumas decisões com muito atraso. E quem sai atras...
A redução das taxas de juros, amplamente reclamada pelos empresarios, veio tímida; talvez pelo receio de nos encontrarmos novamente com os demonios da inflação! A oferta de crédito foi para as grandes empresas como Petrobras e Votorantim, deixando o medio, pequeno e micro empresario sem alternativa para financiar seu capital de giro. A burocracia para se obter crédito junto às intituições financeiras públicas é exagerada e desnecessaria. É possivel que algumas empresas tenham sucumbido diante da lentidão na liberação de crédito!
Para os negócios neste mundo globalizado, as ações e decisões tem que ser sincronizadas. Todos os principais paises reduziram suas taxas de juros, injetaram dinheiro para acalmar o mercado e tomaram outras importantes medidas quase simultaneamente. Um técnico quando muda um jogador o outro técnico responde imediatamente com outra ação; não espera o jogo acabar. Ou nós não somos parte importante neste cenario ou não entendemos de futebol!
A nosso ver, as duas coisas nos diz respeito. Então vamos ousar mais e deixar a timidez de lado para não cairmos na recessão.
É chegada a hora do corintiano Lula mostrar que sabe mexer suas peças para, pelo menos, empatar o jogo.
Bressan
No Brasil, as autoridades monetarias não esperavam tamanho estrago em nossa economia; daí vieram algumas decisões com muito atraso. E quem sai atras...
A redução das taxas de juros, amplamente reclamada pelos empresarios, veio tímida; talvez pelo receio de nos encontrarmos novamente com os demonios da inflação! A oferta de crédito foi para as grandes empresas como Petrobras e Votorantim, deixando o medio, pequeno e micro empresario sem alternativa para financiar seu capital de giro. A burocracia para se obter crédito junto às intituições financeiras públicas é exagerada e desnecessaria. É possivel que algumas empresas tenham sucumbido diante da lentidão na liberação de crédito!
Para os negócios neste mundo globalizado, as ações e decisões tem que ser sincronizadas. Todos os principais paises reduziram suas taxas de juros, injetaram dinheiro para acalmar o mercado e tomaram outras importantes medidas quase simultaneamente. Um técnico quando muda um jogador o outro técnico responde imediatamente com outra ação; não espera o jogo acabar. Ou nós não somos parte importante neste cenario ou não entendemos de futebol!
A nosso ver, as duas coisas nos diz respeito. Então vamos ousar mais e deixar a timidez de lado para não cairmos na recessão.
É chegada a hora do corintiano Lula mostrar que sabe mexer suas peças para, pelo menos, empatar o jogo.
Bressan
domingo, 8 de fevereiro de 2009
NEM MAROLINHA NEM TSUNAMI
As maiores e mais ricas nações do mundo estão enfrentando um descarrilhamento dos sistemas financeiro e de produção. O crédito, tão necessario para o bom funcionamento da economia, desapareceu. Ninguém confia em ninguém. Em consequencia disso, o desemprego está nas alturas e crescendo de forma assustadora. Nessas economias, o estrago só pode ser reparado com alguns anos de bons resultados. Mas, os resultados continuam desanimadores! Quando, enfim passará Tsunami?
Graças as politicas corretas adotadas nos governos FHC e LULA a crise mundial não terá aqui o impacto devastador como nas demais nações ricas ou emergentes. Os bancos brasileiros não tem qualquer título podre em seus ativos que comprometam seus lucros.
Mesmo assim teremos no Brasil mais que marolinha.
O governo, tardiamente, tem feito alguns importantes esforços para minimizar os efeitos da crise mundial. Mas o crédito ainda não chegou aos micros, pequenos e medios empresarios. O juro continua alto inibindo o consumo e travando a produção de bens e serviços. A consequencia disso tem sido desemprego.
As obras do PAC tem apenas duas letras atualmente, PC. A letra "A", de aceleração, está em ponto morto. Ou a sigla poderia ser PCA, POUCO CASO com a ACELERAÇÃO do crescimento. Se realmente for acelerado, o PAC cumprirá um importante papel para evitar o aprofundamento da crise. A construção civil precisa ser estimulada porque absorve muita mão de obra e não depende de importação para sua atividade. E o agronegócio, nossa vocação natural, não pode ser esquecida. Esse tripé trará certamente dinamismo aos demais setores da economia.
O fator psicológico tem causado também algum estrago. Milhares de pessoas e empresas tem adiado suas decisões de compras com medo do pior. Essas atitudes são inoportunas nos dias de hoje, em plena crise. O governo tem que direcionar seus esforços para recuperar a confiança dos trabalhadores e empresarios flexibilizando a utilização dos recursos do FGTS e do PIS para a redução dos juros e ampliação do crédito. Essas medidas não essenciais para que a marolinha não se transforme em Tsinami.
Bressan
Graças as politicas corretas adotadas nos governos FHC e LULA a crise mundial não terá aqui o impacto devastador como nas demais nações ricas ou emergentes. Os bancos brasileiros não tem qualquer título podre em seus ativos que comprometam seus lucros.
Mesmo assim teremos no Brasil mais que marolinha.
O governo, tardiamente, tem feito alguns importantes esforços para minimizar os efeitos da crise mundial. Mas o crédito ainda não chegou aos micros, pequenos e medios empresarios. O juro continua alto inibindo o consumo e travando a produção de bens e serviços. A consequencia disso tem sido desemprego.
As obras do PAC tem apenas duas letras atualmente, PC. A letra "A", de aceleração, está em ponto morto. Ou a sigla poderia ser PCA, POUCO CASO com a ACELERAÇÃO do crescimento. Se realmente for acelerado, o PAC cumprirá um importante papel para evitar o aprofundamento da crise. A construção civil precisa ser estimulada porque absorve muita mão de obra e não depende de importação para sua atividade. E o agronegócio, nossa vocação natural, não pode ser esquecida. Esse tripé trará certamente dinamismo aos demais setores da economia.
O fator psicológico tem causado também algum estrago. Milhares de pessoas e empresas tem adiado suas decisões de compras com medo do pior. Essas atitudes são inoportunas nos dias de hoje, em plena crise. O governo tem que direcionar seus esforços para recuperar a confiança dos trabalhadores e empresarios flexibilizando a utilização dos recursos do FGTS e do PIS para a redução dos juros e ampliação do crédito. Essas medidas não essenciais para que a marolinha não se transforme em Tsinami.
Bressan
sábado, 31 de janeiro de 2009
Liderança para redução nos juros
Politica é suja, limpa, interessante, empolgante, corrupta, oportunista... É muito mais. Depende do ángulo que a enxergamos.
O presidente Lula anda com Dilma por toda parte para apresentá-la como candidata a sua sucessão. Ela deveria estar trabalhando em seu gabinete com afinco para ajudar o país sair da lama que se meteu. Logicamente ambos ficam gastando nosso dinheiro para promover campanha política; e isto é crime.
Mas fazem pior: estão engrossando o bolsa familia, carro chefe da popularidade de Lula, em detrimento da saúde e educação. O dinheiro do orçamento é fixo. Portanto, se gastamos mais com o bolsa familia ficamos com menos recursos para saúde e educação. É uma política suja, oportunista e eleitoreira!
Da saúde eles não precisam se preocupar porque o planalto paga tudo. Da educação? O próprio presidente se orgulha de ter chegado a presidencia sem curso superior! Lula já atingiu seu objetivo pessoal, chegou lá, no posto mais importante do Brasil.
E a população menos favorecida, pobre? Elas continuam sem saúde nem educação.
Quanto a liderança?
A liderança de Lula é frágil. É frequentemente aplaudido, mas...
Internacionalmente coleciona desastres: Fracasso de Doha, chantagem do presidente boliviano, descaso de Hugo Chavez, calote do Equador, desafio do governo paraguaio...
Nacionalmente? Todo o esforço de Lula para baixar juros, expandir crédito e reduzir os ganhos dos bancos cai no vazio. Os executivos financeiros escutam mas não fazem o que o presidente pede. O que interessam a eles são lucros crescentes e sempre de olho em ser o maior do mercado e o mais rentável. É igualmente improdutivo seu apelo junto as instituições financeiras públicas nas quais o governo tem participação societaria. Portanto, Lula é incapaz de convencê-los de que uma redução dos custos financeiros seria extremamente benéfico para a produção e para os trabalhadores. Talvez esses executivos se sintam diminuidos; terem estudado tanto e serem apenas executivos, enquanto Lula, sem curso superior tornou-se o rei da cocada. E por isso boicotam sistematicamente os planos do presidente!
Presidente, mude seu discurso, talvez tenha mais sucesso com essa classe super poderosa, os banqueiros.
Bressan
O presidente Lula anda com Dilma por toda parte para apresentá-la como candidata a sua sucessão. Ela deveria estar trabalhando em seu gabinete com afinco para ajudar o país sair da lama que se meteu. Logicamente ambos ficam gastando nosso dinheiro para promover campanha política; e isto é crime.
Mas fazem pior: estão engrossando o bolsa familia, carro chefe da popularidade de Lula, em detrimento da saúde e educação. O dinheiro do orçamento é fixo. Portanto, se gastamos mais com o bolsa familia ficamos com menos recursos para saúde e educação. É uma política suja, oportunista e eleitoreira!
Da saúde eles não precisam se preocupar porque o planalto paga tudo. Da educação? O próprio presidente se orgulha de ter chegado a presidencia sem curso superior! Lula já atingiu seu objetivo pessoal, chegou lá, no posto mais importante do Brasil.
E a população menos favorecida, pobre? Elas continuam sem saúde nem educação.
Quanto a liderança?
A liderança de Lula é frágil. É frequentemente aplaudido, mas...
Internacionalmente coleciona desastres: Fracasso de Doha, chantagem do presidente boliviano, descaso de Hugo Chavez, calote do Equador, desafio do governo paraguaio...
Nacionalmente? Todo o esforço de Lula para baixar juros, expandir crédito e reduzir os ganhos dos bancos cai no vazio. Os executivos financeiros escutam mas não fazem o que o presidente pede. O que interessam a eles são lucros crescentes e sempre de olho em ser o maior do mercado e o mais rentável. É igualmente improdutivo seu apelo junto as instituições financeiras públicas nas quais o governo tem participação societaria. Portanto, Lula é incapaz de convencê-los de que uma redução dos custos financeiros seria extremamente benéfico para a produção e para os trabalhadores. Talvez esses executivos se sintam diminuidos; terem estudado tanto e serem apenas executivos, enquanto Lula, sem curso superior tornou-se o rei da cocada. E por isso boicotam sistematicamente os planos do presidente!
Presidente, mude seu discurso, talvez tenha mais sucesso com essa classe super poderosa, os banqueiros.
Bressan
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
A IMPROVAVEL LIDERANÇA AMERICANA
A festa da posse e o discurso de Barack Obama foram marcantes. Nunca naquele país se viu tanta emoção e esperança serem depositadas em um único homem. Pudera, os Estados Unidos vem de uma administração desastrada pela incompetencia e pela ignorancia de um presidente que se envolveu em guerras, crise economico-financeira sem precedentes e isolamento no cenario internacional. Então, parte do prestigio deve ser creditado a Obama e parte a péssima administração anterior.
Até pouco tempo, os Estados Unidos, como única superpotencia mundial mantinha-se acima do bem e do mal, chamando para si toda responsabilidade pelos destinos da humanidade. Achava-se no direito de interferir nos destinos das nações, recomendando planos e ações para tirá-las de dificuldades financeiras, para combater terroristas ou para implantar democracias à força. Isso resultou num enorme desgaste político porque subestimou a cultura e a dinâmica social de cada nação envolvida.
Assim o ódio se voltou contra os Estados Unidos e a aceitação de seu modelo de vida já não desperta simpatia mundo afora.
O mundo cada vez mais globalizado, com mais informação disponível em tempo real faz com que as pessoas, grupo de pessoas ou sociedades sintam-se como se fossem "ilhas" no meio de tanto "mar" de influencias. Assim, não há como exercer liderança sobre um mundo extremamente diverso. E não caberão aos Estados Unidos, mesmo com a liderança de Obama, mudar o destino já escolhido pelos países. Só ocorrerão mudanças importantes no mundo por concenso e não por imposição de qualquer nação, nem mesmo dos Estados Unidos.
Os grandes males ganharão mais velocidade como a proliferação de armas nucleares, os ataques terroristas, o aquecimento global, as epidemias, a fome... Jamais haverá liderança forte e confiável de um único país para lidar com problemas de tamanha magnitude e de interesses tão conflitantes.
Um grupo de importantes nações, devidamente sintonizadas, talvez tenha alguma chance de redirecionar os destinos da humanidade, assumindo o lugar da decrescente liderança americana.
Bressan
Até pouco tempo, os Estados Unidos, como única superpotencia mundial mantinha-se acima do bem e do mal, chamando para si toda responsabilidade pelos destinos da humanidade. Achava-se no direito de interferir nos destinos das nações, recomendando planos e ações para tirá-las de dificuldades financeiras, para combater terroristas ou para implantar democracias à força. Isso resultou num enorme desgaste político porque subestimou a cultura e a dinâmica social de cada nação envolvida.
Assim o ódio se voltou contra os Estados Unidos e a aceitação de seu modelo de vida já não desperta simpatia mundo afora.
O mundo cada vez mais globalizado, com mais informação disponível em tempo real faz com que as pessoas, grupo de pessoas ou sociedades sintam-se como se fossem "ilhas" no meio de tanto "mar" de influencias. Assim, não há como exercer liderança sobre um mundo extremamente diverso. E não caberão aos Estados Unidos, mesmo com a liderança de Obama, mudar o destino já escolhido pelos países. Só ocorrerão mudanças importantes no mundo por concenso e não por imposição de qualquer nação, nem mesmo dos Estados Unidos.
Os grandes males ganharão mais velocidade como a proliferação de armas nucleares, os ataques terroristas, o aquecimento global, as epidemias, a fome... Jamais haverá liderança forte e confiável de um único país para lidar com problemas de tamanha magnitude e de interesses tão conflitantes.
Um grupo de importantes nações, devidamente sintonizadas, talvez tenha alguma chance de redirecionar os destinos da humanidade, assumindo o lugar da decrescente liderança americana.
Bressan
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