domingo, 13 de julho de 2008

REINCIDENCIA AO CRIME

As penitenciarias e cadeias estão abarrotadas de priosioneiros. Os crimes são os mais variados possíveis e os motivos também. Há poucos dias as paginas dos jornais, revistas e a televisão vêm tratando com muito destaque os crimes de colarinho branco praticados por banqueiros, investidores, entre outros. A estatística demonstra que os criminosos postos em liberdade, na maioria das vezes, voltam a repetir os mesmos delitos. Daí eles são mantidos encarcerados para não voltarem a praticar outros crimes. E a sociedade agradece!

Mas o que acontece com esses criminosos de colarinho branco postos em liberdade? Ora, vão voltar a praticar outros crimes similares aos que estão acostumados a fazer. Vão contribuir para que nosso país continue mergulhado na corrupção, um dos sintomas de país subdesenvolvido e não sério. A sociedade fica enojada com tais contribuições. Eles adoram trapacear e depois rir do que fizeram. Eles ficam se vangloriando dos seus feitos, de suas trapaças. É prazeroso para eles continuarem na criminalidade, principalmente com as benesses de nossas leis, das inumeras brechas que os protegem.

Além de tudo, envolvem gente descente, juízes da melhor índole, ao menos é o que acreditamos. São elementos sujos expondo gente limpa na mídia.

Colocar esses elementos em liberdade é um deserviço ao país, que busca sua inclusão no tão sonhado mundo desenvolvido.

Lei seca para eles também!

REINCIDENCIA AO CRIME

sábado, 19 de abril de 2008

ESCASSEZ E CUSTO DOS ALIMENTOS

Séculos atrás um renomado economista, Thomas Malthus, trouxe grande inquietação para a população e aos governantes da época ao afirmar que o mundo sofreria com a fome, pois o crescimento da produção de alimentos era menor que o crescimento populacional. Mas com os ganhos de produtividade no campo e com a redução da expansão populacional enterraram sua teoria. Dias atrás a fome foi motivo de preocupação entre os dirigentes atuais das economias mundiais. Desta vez não é a perda de produtividade nem do crescimento populacional, mas a utilização de extensas áreas para a produção de alcool e biodiesel como fonte de energia em detrimento de áreas destinadas a produção de alimentos.
Os preços dos alimentos tendem a crescer exatamente na mesma intensidade que o preço do petróleo. É a troca de uma fonte de energia por outra. A primeira renovável e mais limpa; a segunda finita e poluente. A humanidade está diante de uma equação simples e de dificil solução: produzir para alimentar máquinas ou para alimentar seres humanos, e; os preços serão exatamente iguais para seguir a regra de equilibrio, a menos que os governantes contrariem as leis econômicas. Assim os países dependentes de importação de alimentos terão grande dificuldade para suprir a necessidade de sua população, fato semelhante ao que ocorreu com o Brasil na década de 70 com a explosão do preço do petróleo quanto teve que racionar o uso dos combustíveis. O Brasil teve que correr atrás e resolver seu problema e hoje é lider na produção de biocombustível, invejado pelo resto do mundo.
A produção do alcool no Brasil é economicamente vantajoso, contrário dos países europeus e dos Estados Unidos que produzem biodiesel com preços altamente subdisiados e, consequentemente anti-economico. Temos aí o que estão dizendo que a produção de biocombustíveis é um "problema moral". O alimento é um componente da matriz energética!

domingo, 16 de março de 2008

ERROS FATAIS E OPORTUNIDADES

A crise financeira mundial originada nos Estados Unidos com o calote dos compradores de imóveis tem atingido todos os paises, ricos e pobres. A economia americana sempre recheada de estatisticas e modelos matematicos para tentar vislumbrar o futuro de sua economia e também da economia mundial fracassou de forma espetacular. As renomadas agencias que avaliam os riscos dos investimentos locais e internacionais foram incapazes de detectar os rumos dos negocios. O consumo tem sido a maquina da expansão da economia americana através de credito simples e farto. Criou-se assim um clima de gastança generalizada. Com os bens de consumo em geral o financiamento é de curto prazo e os erros pelas decisões terminam em prazos também relativamente curtos. Nos casos de imóveis a coisa é diferente. O comprador fica amarrado por trinta anos ou mais consumindo uma boa parte de sua renda mensal. E com o aumento dos juros a renda do americano ficou ainda menor para pagar seu imóvel levando-o a inadimplencia. Os bancos viram-se proprietarios de uma enorme quantidade de imóveis, recuperados de seus devedores. Mas os bancos não querem imóveis, e sim dinheiro. Dai a super oferta de imoveis, derrubou os preços desses ativos. E para cobrir o rombo criado pela inadimplencia os bancos foram socorridos pelo governo federal americano atraves de um pacote de emergencia para conter a agitação do mercado. E foram muitos bilhões de dolares... E nao só de americanos, mas também de europeus e japoneses.
Dizem os especialistas que os paises emergentes, principalmente os do BRIC, têm importante papel a realizar para amenizar a crise financeira mundial. Mas como nosso país poderá ajudar na recuperação e superação da crise se os americanos e europeus continuam boicotando e impondo barreiras sobre nossos produtos? É uma contradição gigantesca. Querem nossa ajuda, mas não querem nos ajudar!
Lula, astuto e habil negociador deverá usar tudo que aprendeu para tirar proveito dessa situação em nosso favor. Teria chegado a nossa vez?

domingo, 9 de março de 2008

A FORTALEZA DO DOLAR

Segundo estudos a produção de biodiesel é economicamente viável caso o preço atual do petróleo dobre de preço. Isto é, se o dolar continuar se desvalorizando no ritmo atual, em alguns anos será mais barato obter combustivel a partir de recursos renovaveis do que dos recursos fósseis. O dolar teria esse poder de alterar a demanda mundial do petroleo? Em caso afirmativo, a natureza agradece. E, nesse caso seria a ruina dos paises produtores dessa energia? É sabido que a economia dos maiores produtores de petroleo, inclusive nossa vizinha Venezuela, é fortemente dependente desse produto. Trava-se nova batalha, de um lado os Estados Unidos tentando desvalorizar sua moeda para tornar atrativa a produção de biodiesel e alcool, e de outro os paises produtores de petroleo tentando manter os preços nas alturas, mas ainda atrativos na conjuntura atual. É uma medição de forças entre os poderosos onde o jogo de interesses economicos determina os rumos da economia dos paises em questão. O poder financeiro dos paises exportadores de petroleo tem aumentado nos ultimos tempos e tende a aumentar consideravelmente nos próximos anos com a escalada de preços. Com a globalização, os investimentos dos paises produtores de petroleo nas economias ocidentais tem crescido de forma assustadora. Estariam eles se preparando para o futuro, viver de rendimentos de seus ativos no exterior? Afinal, o dinheiro é mais importante que a energia!

terça-feira, 4 de março de 2008

BOMBA ATOMICA - PAVOR FINANCEIRO

Desde a explosão das bombas atômicas sobre as cidades japonesas o mundo não é mais o mesmo. O aumento do arsenal nuclear entre as superpotencias desde então alimentou a guerra fria por decadas. No entanto, nenhuma nação recorreu a tais armamentos bélicos para resolver seus conflitos. Surgiram apenas ameaças, boicotes, protestos e rompimento de relações diplomaticas. E, com isso, os mercados financeiros ficavam nervosos e invariavelmete recorriam ao dolar e ao ouro para preservar seu valor e liquidez, derrubando as bolsas e o valor de outros ativos. Como eram conhecidos seu poder de destruição, os armamentos ficaram confinados em esconderijos, servindo tão somente para desestabilizar os mercados e as economias, principalmente as mais fracas.
Mas, o que dizer do poder financeiro? As gigantescas poupanças em poder de alguns fundos, pessoas ou mesmo governos podem desencadear desconfiança generalizada e levar o mundo a crises sem precedente. O dinheiro pode ser desviado com um simples toque no teclado de um computador e tudo pode acontecer, muito mais rápido e destruidor que uma bomba nuclear.
É extremamente urgente que os bancos centrais de todos os paises formem um "amortecedor" capaz de minimizar os estragos que certas ações isoladas podem desencadear nos mercados financeiros e desorganizar as economias. Assim, o poder de desestabilização das economias está muito mais associado aos movimentos financeiros do que aos movimentos bélicos.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

O Brasil tornou-se credor internacional

A notícia foi muito comemorada. O atual governo valgoria-se de seus resultados. O Brasil está próximo de receber a nota de investment grade; isto é, oferecer garantias de que não dará calote no mercado, honrando seus compromissos. Apesar da insegurança com a economia americana, o país continua firme, sem importantes turbulências.
É evidente que o atual governo não dá nenhum crédito ao importante ajuste economico-financeiro implementado pelo governo FHC, bases necessárias para se obter crescimento sustentado da economia. Mas, sem os ajustes implementados não haveria o que comemorar. Medidas como: privatizações, equilibrio fiscal, controle inflacionário, saneamento do setor financeiro, abertura da economia e outras providências foram determinantes para que o país caminhasse para se fortalecer nos cenários nacional e internacional.
A história irá contar o principal erro do governo Lula; qual seja, o de não reconhecer o muito que se sofreu e se construiu neste país desde que os portugueses aqui chegaram, inclusive a própria chance que ele mesmo teve em dirigir a principal nação do hemisfério sul. Aliás, ele nega sua própria contribuição para redemocratizar o país quando lutou ao lado de tantos outros brasileiros no momento em que não reconhece o que os outros fizeram e ainda fazem por nosso país.