Séculos atrás um renomado economista, Thomas Malthus, trouxe grande inquietação para a população e aos governantes da época ao afirmar que o mundo sofreria com a fome, pois o crescimento da produção de alimentos era menor que o crescimento populacional. Mas com os ganhos de produtividade no campo e com a redução da expansão populacional enterraram sua teoria. Dias atrás a fome foi motivo de preocupação entre os dirigentes atuais das economias mundiais. Desta vez não é a perda de produtividade nem do crescimento populacional, mas a utilização de extensas áreas para a produção de alcool e biodiesel como fonte de energia em detrimento de áreas destinadas a produção de alimentos.
Os preços dos alimentos tendem a crescer exatamente na mesma intensidade que o preço do petróleo. É a troca de uma fonte de energia por outra. A primeira renovável e mais limpa; a segunda finita e poluente. A humanidade está diante de uma equação simples e de dificil solução: produzir para alimentar máquinas ou para alimentar seres humanos, e; os preços serão exatamente iguais para seguir a regra de equilibrio, a menos que os governantes contrariem as leis econômicas. Assim os países dependentes de importação de alimentos terão grande dificuldade para suprir a necessidade de sua população, fato semelhante ao que ocorreu com o Brasil na década de 70 com a explosão do preço do petróleo quanto teve que racionar o uso dos combustíveis. O Brasil teve que correr atrás e resolver seu problema e hoje é lider na produção de biocombustível, invejado pelo resto do mundo.
A produção do alcool no Brasil é economicamente vantajoso, contrário dos países europeus e dos Estados Unidos que produzem biodiesel com preços altamente subdisiados e, consequentemente anti-economico. Temos aí o que estão dizendo que a produção de biocombustíveis é um "problema moral". O alimento é um componente da matriz energética!
sábado, 19 de abril de 2008
domingo, 16 de março de 2008
ERROS FATAIS E OPORTUNIDADES
A crise financeira mundial originada nos Estados Unidos com o calote dos compradores de imóveis tem atingido todos os paises, ricos e pobres. A economia americana sempre recheada de estatisticas e modelos matematicos para tentar vislumbrar o futuro de sua economia e também da economia mundial fracassou de forma espetacular. As renomadas agencias que avaliam os riscos dos investimentos locais e internacionais foram incapazes de detectar os rumos dos negocios. O consumo tem sido a maquina da expansão da economia americana através de credito simples e farto. Criou-se assim um clima de gastança generalizada. Com os bens de consumo em geral o financiamento é de curto prazo e os erros pelas decisões terminam em prazos também relativamente curtos. Nos casos de imóveis a coisa é diferente. O comprador fica amarrado por trinta anos ou mais consumindo uma boa parte de sua renda mensal. E com o aumento dos juros a renda do americano ficou ainda menor para pagar seu imóvel levando-o a inadimplencia. Os bancos viram-se proprietarios de uma enorme quantidade de imóveis, recuperados de seus devedores. Mas os bancos não querem imóveis, e sim dinheiro. Dai a super oferta de imoveis, derrubou os preços desses ativos. E para cobrir o rombo criado pela inadimplencia os bancos foram socorridos pelo governo federal americano atraves de um pacote de emergencia para conter a agitação do mercado. E foram muitos bilhões de dolares... E nao só de americanos, mas também de europeus e japoneses.
Dizem os especialistas que os paises emergentes, principalmente os do BRIC, têm importante papel a realizar para amenizar a crise financeira mundial. Mas como nosso país poderá ajudar na recuperação e superação da crise se os americanos e europeus continuam boicotando e impondo barreiras sobre nossos produtos? É uma contradição gigantesca. Querem nossa ajuda, mas não querem nos ajudar!
Lula, astuto e habil negociador deverá usar tudo que aprendeu para tirar proveito dessa situação em nosso favor. Teria chegado a nossa vez?
Dizem os especialistas que os paises emergentes, principalmente os do BRIC, têm importante papel a realizar para amenizar a crise financeira mundial. Mas como nosso país poderá ajudar na recuperação e superação da crise se os americanos e europeus continuam boicotando e impondo barreiras sobre nossos produtos? É uma contradição gigantesca. Querem nossa ajuda, mas não querem nos ajudar!
Lula, astuto e habil negociador deverá usar tudo que aprendeu para tirar proveito dessa situação em nosso favor. Teria chegado a nossa vez?
domingo, 9 de março de 2008
A FORTALEZA DO DOLAR
Segundo estudos a produção de biodiesel é economicamente viável caso o preço atual do petróleo dobre de preço. Isto é, se o dolar continuar se desvalorizando no ritmo atual, em alguns anos será mais barato obter combustivel a partir de recursos renovaveis do que dos recursos fósseis. O dolar teria esse poder de alterar a demanda mundial do petroleo? Em caso afirmativo, a natureza agradece. E, nesse caso seria a ruina dos paises produtores dessa energia? É sabido que a economia dos maiores produtores de petroleo, inclusive nossa vizinha Venezuela, é fortemente dependente desse produto. Trava-se nova batalha, de um lado os Estados Unidos tentando desvalorizar sua moeda para tornar atrativa a produção de biodiesel e alcool, e de outro os paises produtores de petroleo tentando manter os preços nas alturas, mas ainda atrativos na conjuntura atual. É uma medição de forças entre os poderosos onde o jogo de interesses economicos determina os rumos da economia dos paises em questão. O poder financeiro dos paises exportadores de petroleo tem aumentado nos ultimos tempos e tende a aumentar consideravelmente nos próximos anos com a escalada de preços. Com a globalização, os investimentos dos paises produtores de petroleo nas economias ocidentais tem crescido de forma assustadora. Estariam eles se preparando para o futuro, viver de rendimentos de seus ativos no exterior? Afinal, o dinheiro é mais importante que a energia!
terça-feira, 4 de março de 2008
BOMBA ATOMICA - PAVOR FINANCEIRO
Desde a explosão das bombas atômicas sobre as cidades japonesas o mundo não é mais o mesmo. O aumento do arsenal nuclear entre as superpotencias desde então alimentou a guerra fria por decadas. No entanto, nenhuma nação recorreu a tais armamentos bélicos para resolver seus conflitos. Surgiram apenas ameaças, boicotes, protestos e rompimento de relações diplomaticas. E, com isso, os mercados financeiros ficavam nervosos e invariavelmete recorriam ao dolar e ao ouro para preservar seu valor e liquidez, derrubando as bolsas e o valor de outros ativos. Como eram conhecidos seu poder de destruição, os armamentos ficaram confinados em esconderijos, servindo tão somente para desestabilizar os mercados e as economias, principalmente as mais fracas.
Mas, o que dizer do poder financeiro? As gigantescas poupanças em poder de alguns fundos, pessoas ou mesmo governos podem desencadear desconfiança generalizada e levar o mundo a crises sem precedente. O dinheiro pode ser desviado com um simples toque no teclado de um computador e tudo pode acontecer, muito mais rápido e destruidor que uma bomba nuclear.
É extremamente urgente que os bancos centrais de todos os paises formem um "amortecedor" capaz de minimizar os estragos que certas ações isoladas podem desencadear nos mercados financeiros e desorganizar as economias. Assim, o poder de desestabilização das economias está muito mais associado aos movimentos financeiros do que aos movimentos bélicos.
Mas, o que dizer do poder financeiro? As gigantescas poupanças em poder de alguns fundos, pessoas ou mesmo governos podem desencadear desconfiança generalizada e levar o mundo a crises sem precedente. O dinheiro pode ser desviado com um simples toque no teclado de um computador e tudo pode acontecer, muito mais rápido e destruidor que uma bomba nuclear.
É extremamente urgente que os bancos centrais de todos os paises formem um "amortecedor" capaz de minimizar os estragos que certas ações isoladas podem desencadear nos mercados financeiros e desorganizar as economias. Assim, o poder de desestabilização das economias está muito mais associado aos movimentos financeiros do que aos movimentos bélicos.
domingo, 24 de fevereiro de 2008
O Brasil tornou-se credor internacional
A notícia foi muito comemorada. O atual governo valgoria-se de seus resultados. O Brasil está próximo de receber a nota de investment grade; isto é, oferecer garantias de que não dará calote no mercado, honrando seus compromissos. Apesar da insegurança com a economia americana, o país continua firme, sem importantes turbulências.
É evidente que o atual governo não dá nenhum crédito ao importante ajuste economico-financeiro implementado pelo governo FHC, bases necessárias para se obter crescimento sustentado da economia. Mas, sem os ajustes implementados não haveria o que comemorar. Medidas como: privatizações, equilibrio fiscal, controle inflacionário, saneamento do setor financeiro, abertura da economia e outras providências foram determinantes para que o país caminhasse para se fortalecer nos cenários nacional e internacional.
A história irá contar o principal erro do governo Lula; qual seja, o de não reconhecer o muito que se sofreu e se construiu neste país desde que os portugueses aqui chegaram, inclusive a própria chance que ele mesmo teve em dirigir a principal nação do hemisfério sul. Aliás, ele nega sua própria contribuição para redemocratizar o país quando lutou ao lado de tantos outros brasileiros no momento em que não reconhece o que os outros fizeram e ainda fazem por nosso país.
É evidente que o atual governo não dá nenhum crédito ao importante ajuste economico-financeiro implementado pelo governo FHC, bases necessárias para se obter crescimento sustentado da economia. Mas, sem os ajustes implementados não haveria o que comemorar. Medidas como: privatizações, equilibrio fiscal, controle inflacionário, saneamento do setor financeiro, abertura da economia e outras providências foram determinantes para que o país caminhasse para se fortalecer nos cenários nacional e internacional.
A história irá contar o principal erro do governo Lula; qual seja, o de não reconhecer o muito que se sofreu e se construiu neste país desde que os portugueses aqui chegaram, inclusive a própria chance que ele mesmo teve em dirigir a principal nação do hemisfério sul. Aliás, ele nega sua própria contribuição para redemocratizar o país quando lutou ao lado de tantos outros brasileiros no momento em que não reconhece o que os outros fizeram e ainda fazem por nosso país.
sábado, 9 de fevereiro de 2008
Cartão Corporativo
Em muitos países, principalmente nos desenvolvidos, o cartão, dinheiro de plástico, tem levado milhares de pessoas a bancarrota. Elas têm renda limitada e, diante de sua fome pela gastança ultrapassam sua capacidade de pagamento. Daí, a falência. E sem crédito, não compram!
No caso brasileiro, com a farra dos cartões corporativos a situação é bem outra. Apesar de nosso país figurar entre "os emergentes", continuamos pobres. Mas a pobreza é do povo; não do poder público, um eficiente cobrador de impostos. Os membros do governo não têm medida de sua voracidade pelo consumo. Não são eles que pagam a conta mas o pobre povo brasileiro nem correm o risco de falência. Então, compram.
Qual a diferença entre os saqueadores de uma carga de cebola com os saqueadores dos cofres públicos? Ou, a diferença entre os abutres devorando a carcaça de uma vaca e os tais servidores, detentores desse privilégio? Os saqueadores carregam o quanto podem, mas logo acaba, afinal foi só um caminhao de cebola tombado. Os abutres? Pobres abutres, quando acabar a carcaça vão em busca de outra, farejando. E os saqueadores do dinheiro público? Eles gastam o quanto podem com medo que a farra acabe. Mas, o dinheiro é ilimitado para eles. Em caso de faltar recursos? É simples; aumentam-se os impostos! E por isso continuam gastando, batendo recordes atrás de recordes, ano a ano, sem qualquer controle. Isto é zelo pelo bem público? Ah se a sociedade se baseasse no exemplo de tais pessoas...
No caso brasileiro, com a farra dos cartões corporativos a situação é bem outra. Apesar de nosso país figurar entre "os emergentes", continuamos pobres. Mas a pobreza é do povo; não do poder público, um eficiente cobrador de impostos. Os membros do governo não têm medida de sua voracidade pelo consumo. Não são eles que pagam a conta mas o pobre povo brasileiro nem correm o risco de falência. Então, compram.
Qual a diferença entre os saqueadores de uma carga de cebola com os saqueadores dos cofres públicos? Ou, a diferença entre os abutres devorando a carcaça de uma vaca e os tais servidores, detentores desse privilégio? Os saqueadores carregam o quanto podem, mas logo acaba, afinal foi só um caminhao de cebola tombado. Os abutres? Pobres abutres, quando acabar a carcaça vão em busca de outra, farejando. E os saqueadores do dinheiro público? Eles gastam o quanto podem com medo que a farra acabe. Mas, o dinheiro é ilimitado para eles. Em caso de faltar recursos? É simples; aumentam-se os impostos! E por isso continuam gastando, batendo recordes atrás de recordes, ano a ano, sem qualquer controle. Isto é zelo pelo bem público? Ah se a sociedade se baseasse no exemplo de tais pessoas...
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Apagão - a palavra mais vulgar do momento
Parafraseando nosso maioral democrata, nunca antes nesse país se abusou tanto dessa palavra.
Apagão tem sido citado para explicar todo tipo de pane, caos ou colapso nos serviços, geralmente público. Inicialmente se utilizou daquela palavra para descrever o problema da falta de energia. A bola da vez, sem dúvida, é o apagão aéreo. Mas, outros apagões, talvez com danos mais desastrosos, tem ocupado a mente de brasileiros realmente preocupados com nossos problemas.
O apagão dos transportes compromete o escoamento dos produtos produzidos em nosso país, aumenta os custos de frete, sucateia prematuramente nossa frota e atrasa as entregas das encomendas. O apagão atinge também os transportes ferroviário, metroviário e marítimo com total conhecimento das autoridades, que pelo andar da carruagem, aguardam agravamento da situação para tomar alguma decisão, ainda que paliativa. O alerta vem sendo dado há anos, mas o apagão da competência tem negligenciado nossa infra-estrutura nos transportes. As operações tapa-buracos tem sido um desperdício de recursos inadmissível para um país carente de investimentos. O descaso nos distancia cada vez mais dos paises emergentes que tem aproveitado sabiamente a onda favorável de crescimento das economias de todo mundo.
Os professores se reservam o direito de ensinar e exigir o mínimo de seus alunos devido ao seu baixo salário e a falta de motivação, levando ao apagão na educação. A médio e longo prazos o que se pode esperar é um povo despreparado para o mundo cada vez mais dependente da informação e de pessoas treinadas para exercer funções altamente complexas. Hoje temos um contingente enorme de pessoas analfabetas funcionais; incapazes de entender simples instruções. Mais adiante, sofreremos com apagão de pesquisadores e cientistas.
O apagão da saúde reserva sofrimento aos mais necessitados que dependem da saúde pública. Leitos superlotados, greve dos profissionais de saúde, falta de medicamento, filas nos postos de emergência são alguns exemplos do que assistimos todos os dias. Há flagrante apagão de autoridade e de competência nessa gestão.
Os cientistas descobriram uma proteína que pode gerar o apagão da memória. Nós brasileiros, já estamos com esse sintoma há muitas décadas. Basta lembrar a recondução de políticos corruptos, ladrões e desonestos aos cargos públicos cujos salários são pagos com o dinheiro de nosso povo.
Essa metáfora tem sido usada abusivamente. Estamos com apagão de criatividade? Ou será que as pessoas querem, com uma única palavra, entender o estado de coisas que chegamos?
Para conter tais apagões indicam-se “bombeiros” (nomeados) que não estão preparados para combater tais males acumulados pelo apagão moral reinante em todas as esferas do poder público deste país.
No horizonte o apagão geral permanece real e iminente.
Apagão tem sido citado para explicar todo tipo de pane, caos ou colapso nos serviços, geralmente público. Inicialmente se utilizou daquela palavra para descrever o problema da falta de energia. A bola da vez, sem dúvida, é o apagão aéreo. Mas, outros apagões, talvez com danos mais desastrosos, tem ocupado a mente de brasileiros realmente preocupados com nossos problemas.
O apagão dos transportes compromete o escoamento dos produtos produzidos em nosso país, aumenta os custos de frete, sucateia prematuramente nossa frota e atrasa as entregas das encomendas. O apagão atinge também os transportes ferroviário, metroviário e marítimo com total conhecimento das autoridades, que pelo andar da carruagem, aguardam agravamento da situação para tomar alguma decisão, ainda que paliativa. O alerta vem sendo dado há anos, mas o apagão da competência tem negligenciado nossa infra-estrutura nos transportes. As operações tapa-buracos tem sido um desperdício de recursos inadmissível para um país carente de investimentos. O descaso nos distancia cada vez mais dos paises emergentes que tem aproveitado sabiamente a onda favorável de crescimento das economias de todo mundo.
Os professores se reservam o direito de ensinar e exigir o mínimo de seus alunos devido ao seu baixo salário e a falta de motivação, levando ao apagão na educação. A médio e longo prazos o que se pode esperar é um povo despreparado para o mundo cada vez mais dependente da informação e de pessoas treinadas para exercer funções altamente complexas. Hoje temos um contingente enorme de pessoas analfabetas funcionais; incapazes de entender simples instruções. Mais adiante, sofreremos com apagão de pesquisadores e cientistas.
O apagão da saúde reserva sofrimento aos mais necessitados que dependem da saúde pública. Leitos superlotados, greve dos profissionais de saúde, falta de medicamento, filas nos postos de emergência são alguns exemplos do que assistimos todos os dias. Há flagrante apagão de autoridade e de competência nessa gestão.
Os cientistas descobriram uma proteína que pode gerar o apagão da memória. Nós brasileiros, já estamos com esse sintoma há muitas décadas. Basta lembrar a recondução de políticos corruptos, ladrões e desonestos aos cargos públicos cujos salários são pagos com o dinheiro de nosso povo.
Essa metáfora tem sido usada abusivamente. Estamos com apagão de criatividade? Ou será que as pessoas querem, com uma única palavra, entender o estado de coisas que chegamos?
Para conter tais apagões indicam-se “bombeiros” (nomeados) que não estão preparados para combater tais males acumulados pelo apagão moral reinante em todas as esferas do poder público deste país.
No horizonte o apagão geral permanece real e iminente.
Assinar:
Postagens (Atom)