domingo, 19 de outubro de 2008

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

O Olho do Furacão

Quebradeira geral de bancos. O governo americano, sempre avesso às investidas estatais, consegue nacionalizar sete grandes bancos numa unica intervenção. É isso mesmo. O governo acaba de comprar bilhões em ações para capitalizar bancos e se tornar sócio deles.
E veja só.
A inadimplencia das pessoas que compraram imóveis nos Estados Unidos, decretou a maior intervenção na economia em todos os tempos. Uma ação silenciosa e devastadora. Causadora de prejuizos gigantescos, aumento da pobreza no mundo com mais gente passando fome em todo o planeta. Um enorme furacão, cujo olho se concentra nos Estados Unidos.
É intrigante.
Alguma coisa está errada; e o mercado sabe disso muito bem. Por isso tem se comportado de maneira tão desconfiada, fazendo subir e descer as bolsas como uma montanha russa. O preço do petróleo e das matérias primas despencando em queda livre. Salve-se quem puder. Ou se dane os outros... O rombo deve ser muito maior do que os 700 bilhões de dolares anunciados no pacote de ajuda. Será que o governo republicano de Bush está escondendo alguma coisa para ajudar seu candidato? Política...
A Europa colocou a disposição do sistema financeiro 2 trilhões de dolares! E o PIB da Europa e dos Estados Unidos se equivalem.
Ora, se o centro do furacão é os Estados Unidos, como pode sofrer menos que a Europa, disponib ilizando apenas um terço dos recursos?
Talvez os americanos se dediquem mais ao consumo e os europeus mais à poupança. Assim, com menos dinheiro em mãos os americanos teriam menos dinheiro aplicado em titulos podres e a suada economia dos europeus teria derretido em papeis sem qualquer valor.
É provável que em breve apareçam outros abacaxis para descascar.

Bressan

domingo, 5 de outubro de 2008

Lula, presidente do Brasil

O mundo financeiro virou de cabeça para baixo. Como já foi dito, os gurus do mercado financeiro internacional mandavam recados, conselhos, palpites sobre nosso futuro, pois o Brasil era o país do futuro e portanto, imaturo para decidir sobre seu próprio destino ! E todos queriam se meter na vida de nosso país. O risco Brasil oscilava em função do humor dessas autoridades monetárias de acordo com a classificação que nosso país recebia das agencias financeiras internacionais. Qualquer problema, mesmo em economias com pouco peso economico era suficiente para deterior nossa credibilidade.


Nosso passado inflacionário, por incrível que pareça, nos deu sábias lições para controlar as finanças com extrema cautela. Os bancos se equiparam com muita tecnologia para gerenciar esses recursos com habilidade. As regras do Banco Central do Brasil continuam sendo as mais rigidas das maiores economias. O endividamento das empresas e das pessoas físicas se mantiveram em níveis baixos, pois tinham medo de não honrar seus compromissos. Esse conjunto de fatores nos dá um minimo de conforto para enfrentar a crise que se alastra pelo mundo afora.


No Brasil, a falencia de alguns bancos trouxe muitas consequencias para gerentes, diretores e presidentes dessas instituições. Bens foram confiscados para reparar em parte os prejuizos causados aos clientes e danos aos empregados e demais pessoas ou empresas envolvidas.


E nas economias de primeiro mundo? Serão punidos os presidentes, diretores e gerentes que lucraram bilhões de dolares com especulação, bonus e lucros ficticios que se transformaram em enormes prejuizos? O tesouro desses paises estão sendo obrigados a socorrer tais bancos mal administrados! E quem paga a conta? São todos os contribuintes desses países. E é justo que eles paguem pelos erros dos executivos que enriqueceram nesse cassino financeiro?

Ninguém se iluda! O problema não é do Bush, como Lula pensa. O problema é de todos nós, pois todos estamos perdendo com a crise. E ela será tanto maior quanto mais lentamente equacionarmos o problema. Que o esforço conjunto seja o oposto do que aconteceu com a rodada em Doha, um fracasso colossal!

Lula se portou como um dirigente sindical e não como presidente do Brasil ao dizer que o problema era do Bush! Mais seriedade sr. presidente!

Lula, seja presidente do Brasil e assuma nossa quota de responsabilidade para reorganizar as finanças internacionais, já que aqui dentro nossa política econômica e fiscal é exemplo para o mundo!

Bressan

sábado, 27 de setembro de 2008

SEGUIDOR SEM HUMILDADE

O governo Lula usufruiu até agora de acontecimentos favoráveis à sua administração. O crescimento das economias no grupo BRIC tem proporcionado expansão de nossas exportações, principalmente das comodities. A excelente liquidez internacional também contribuiu para nossas exportações, e com isso, melhorou nossas contas externas. Consequentemente, conseguimos aumentar o emprego e a renda dos trabalhadores.

Logicamente isso não foi um passo mágico. Os empresários brasileiros vem há muito tempo lutando para melhorar a qualidade dos produtos e de sua produtividade, por iniciativas e riscos próprios. Os pecuaristas e criadores de frangos estão empenhados na melhoria dos animais com oferta de carne em abundância há anos. Os agricultores vem se esforçando há décadas pelo aumento da produção, com auxilio da EMBRAPA, muito antes de nosso colhedor sortudo aparecer. A privatização permitiu melhorar a infraestrutura e a competitividade de nossa economia. O saneamento do setor bancário trouxe tranquilidade ao mercado financeiro. Portanto, a lição de casa vem sendo feita há muito tempo. E, os frutos tinham que ser colhidos um dia. E está acontecento, exatamente no governo Lula essa maravilhosa colheita, com inegável ajuda à estabilização dos preços internos. Ele, descaradamente, se apropria de todos os créditos! Quanto aos débitos?

Ele não sabe de nada, não viu nada ou não dá a importância devida aos fatos!
Mensalão, corrupção, destruiçao da Amazonia, invasão de propriedades públicas e privadas, educação, saúde, transporte, segurança, política externa... Se curva diante da Bolívia, aceitando elevação injustificada do preço do gás. Com o Paraguai não vai ser diferente. Vai pagar mais caro pela energia gerado por Itaipu, obra que ele não sabe o que custou ao povo brasileiro. O fracasso de Doha deixou o país em situação dificil para os próximos negócios, negligenciando acordos bilaterais com parceiros importantes. Quanta competência e habilidade!

Lula, com barba, se compara a Jesus Cristo, por sua missão salvadora do Brasil e de seu povo. Pelo seu dinamismo e espírito empreendedor, se compara a Jucelino. Não é mera comparação! Ele se acha melhor que eles, sem modestia. Humildade? Não está em seu dicionário!

Ora, os menos ignorantes, minoria neste país, sabe que Lula não fez outra coisa a não ser continuar a política econômica do governo FHC, influenciada pelo FMI. Então, Lula também, por tabela, seguiu as regras do FMI, mesmo a contra gosto? FMI nunca mais? Será que vamos sobreviver a crise financeira mundial sem alguma ajuda internacional. Quem Lula culpará, caso tenhamos que pedir ajuda externa? Ou ficará para seu sucessor?

Lula deve estar perdendo horas de sono com a crise financeira do mundo rico, principalmente dos Estados Unidos. Ele sabe que seu prestígio será duramente atingido se a crise não for contida rapidamente. O Brasil, apesar de grandes avanços, ainda é refém do humor internacional. Os juros, já caros, estão sendo majorados devido às dificuldades de financiamento de nossa dívida. Jogar a culpa no Bush e dizer que o problema é dele; é mais uma demonstração de inaptidão para enfrentar problemas e crises inadiáveis. Acorda Lula, chega de ficar em cima do muro!

Bressan

domingo, 13 de julho de 2008

REINCIDENCIA AO CRIME

As penitenciarias e cadeias estão abarrotadas de priosioneiros. Os crimes são os mais variados possíveis e os motivos também. Há poucos dias as paginas dos jornais, revistas e a televisão vêm tratando com muito destaque os crimes de colarinho branco praticados por banqueiros, investidores, entre outros. A estatística demonstra que os criminosos postos em liberdade, na maioria das vezes, voltam a repetir os mesmos delitos. Daí eles são mantidos encarcerados para não voltarem a praticar outros crimes. E a sociedade agradece!

Mas o que acontece com esses criminosos de colarinho branco postos em liberdade? Ora, vão voltar a praticar outros crimes similares aos que estão acostumados a fazer. Vão contribuir para que nosso país continue mergulhado na corrupção, um dos sintomas de país subdesenvolvido e não sério. A sociedade fica enojada com tais contribuições. Eles adoram trapacear e depois rir do que fizeram. Eles ficam se vangloriando dos seus feitos, de suas trapaças. É prazeroso para eles continuarem na criminalidade, principalmente com as benesses de nossas leis, das inumeras brechas que os protegem.

Além de tudo, envolvem gente descente, juízes da melhor índole, ao menos é o que acreditamos. São elementos sujos expondo gente limpa na mídia.

Colocar esses elementos em liberdade é um deserviço ao país, que busca sua inclusão no tão sonhado mundo desenvolvido.

Lei seca para eles também!

REINCIDENCIA AO CRIME

sábado, 19 de abril de 2008

ESCASSEZ E CUSTO DOS ALIMENTOS

Séculos atrás um renomado economista, Thomas Malthus, trouxe grande inquietação para a população e aos governantes da época ao afirmar que o mundo sofreria com a fome, pois o crescimento da produção de alimentos era menor que o crescimento populacional. Mas com os ganhos de produtividade no campo e com a redução da expansão populacional enterraram sua teoria. Dias atrás a fome foi motivo de preocupação entre os dirigentes atuais das economias mundiais. Desta vez não é a perda de produtividade nem do crescimento populacional, mas a utilização de extensas áreas para a produção de alcool e biodiesel como fonte de energia em detrimento de áreas destinadas a produção de alimentos.
Os preços dos alimentos tendem a crescer exatamente na mesma intensidade que o preço do petróleo. É a troca de uma fonte de energia por outra. A primeira renovável e mais limpa; a segunda finita e poluente. A humanidade está diante de uma equação simples e de dificil solução: produzir para alimentar máquinas ou para alimentar seres humanos, e; os preços serão exatamente iguais para seguir a regra de equilibrio, a menos que os governantes contrariem as leis econômicas. Assim os países dependentes de importação de alimentos terão grande dificuldade para suprir a necessidade de sua população, fato semelhante ao que ocorreu com o Brasil na década de 70 com a explosão do preço do petróleo quanto teve que racionar o uso dos combustíveis. O Brasil teve que correr atrás e resolver seu problema e hoje é lider na produção de biocombustível, invejado pelo resto do mundo.
A produção do alcool no Brasil é economicamente vantajoso, contrário dos países europeus e dos Estados Unidos que produzem biodiesel com preços altamente subdisiados e, consequentemente anti-economico. Temos aí o que estão dizendo que a produção de biocombustíveis é um "problema moral". O alimento é um componente da matriz energética!